Fale conosco
\ Univ… > Saúd… == > Info… > Hist…

Histórico e Objetivos

O Departamento de Puericultura e Pediatria (DPP) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP) foi pioneiro na sua área, criando o primeiro Programa de Pós-graduação strictu sensu na Área de Pediatria no Brasil em 1971. O Programa, desde o seu início, capacitou médicos pediatras que, em grande parte, se tornaram docentes de ensino superior e/ou pesquisadores em diversas instituições de todas as regiões do Brasil. Por outro lado, também tem atuado com alguns de seus docentes no apoio, organização e montagem de programas de pós-graduação strictu sensu em outras instituições, como a Pós-Graduação em Saúde da Criança e do Adolescente do Instituto Fernandes Figueira/FIOCRUZ (coordenado de 1988 a 1994 por docente deste Departamento), e na Universidade Federal de Sergipe (Aracajú) em 1994, sendo que nesses locais o alunado era constituído de pediatras, médicos não pediatras e profissionais não-médicos.

Na sua instalação, esse programa de pós-graduação strictu sensu tinha como objetivo a capacitação do graduado, médico pediatra, para o exercício da docência, aprofundando e promovendo o desenvolvimento das técnicas de sistematização do conhecimento científico. Em anos mais recentes, a identificação do interesse crescente e participação efetiva de profissionais de diferentes saberes em atividades junto a crianças e adolescentes desenvolvidas pelo Departamento de Puericultura e Pediatria, bem como em projetos de pesquisa realizados no Programa de Pós-Graduação em Pediatria, uma grande transformação do programa foi processada e efetivada plenamente no ano de 2006. Essa transformação reconhece as significativas transformações que vêm ocorrendo na sociedade e nas instituições de nível superior, quais sejam: a assistência médica à criança e ao adolescente e a produção do conhecimento vêm sendo, cada vez mais, realizadas por equipes de múltiplos saberes; há necessidade de formação acadêmica de outros profissionais para atuarem em instituições de pesquisa e ensino, havendo procura por parte desses profissionais em frequência superior à de pediatras.

Dessa forma, considerando que o programa tem experiência e massa crítica qualificada para enfrentar mais esse desafio, foi proposto à Universidade de São Paulo, e aprovado em maio de 2005, a inclusão de não pediatras e não médicos. Nessa reestruturação, o programa passou a ser denominado Programa de Pós-Graduação em Saúde da Criança e do Adolescente, criando duas opções:

  • Opção I – Investigação em Pediatria: para pediatras
  • Opção II – Investigação em Saúde da Criança e do Adolescente: para médicos não pediatras e outros profissionais

Essa nova modalidade passou a funcionar com todas as suas modificações apenas para o curso de Doutorado a partir de julho de 2005, e a primeira seleção de alunos de mestrado se processou para ter início no ano de 2006.

Dentro da nova proposta, o objetivo do programa é a formação e capacitação de profissionais para o exercício da docência e pesquisa de alta qualidade na área da saúde da criança e do adolescente.

As linhas de pesquisa abrangem aspectos epidemiológicos, clínicos e moleculares do processo saúde-doença, explorados por meio de abordagens modernas e tecnologias de ponta desenvolvidas em diferentes laboratórios adequadamente equipados.

O programa tem recebido alunos de diferentes tipos de formação acadêmica: médicos pediatras, nutricionistas, biólogos, fisioterapeutas, educadores físicos, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, odontólogos, psicólogos. Diferentemente do que é usual em cursos de pós-graduação, neste se pretende articular a aquisição dos créditos exigidos e a elaboração das dissertações/teses pelas turmas de alunos de maneira que a produção do conhecimento se faça de forma coletiva.

Uma característica marcante do nosso programa é a grande capacidade de interação entre os diferentes orientadores e também a interação destes com diversos outros programas dentro e fora da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP.

O Programa tem intensificado nos últimos anos o investimento em intercâmbios internacionais, que possibilitam o desenvolvimento de projetos de pesquisa conjuntos com instituições estrangeiras, participação de pesquisadores externos em disciplinas da pós-graduação, realização de estágios de pós-doutorado e de doutorado-sanduíche de alunos vinculados ao Programa. Citam-se os seguintes intercâmbios:

University of Virginia, USA (doenças alérgicas); PRINTO (Pediatric Rheumatology International Trials Organization) e Projeto ALFA, Instituto Gaslini, Universidade de Genova, Genova, Itália, (reumatologia pediátrica); Department of Public Health Sciences, King´s College London, London, UK (epidemiologia); Departamento de Nutrición, Universidad de Chile, Santiago, Chile (nutrição e epidemiologia); The Wistar Institute, Philadelphia, PA, USA (técnicas laboratoriais para CMV); Department of Pediatrics and Microbiology, University of Alabama at Birmingham, USA (infecção congênita por CMV); Universidade de Toronto, Canadá (técnicas laboratoriais); National Institutes of Child Health and Human Development (NICHD) International Initiative (NISDI) and Pediatric AIDS Clinical Trials Group (PACTG) (estudos de HIV/AIDS); Universidade Milano/BICOCCA, Monza, Itália (doença residual mínima em Leucemia Linfóide Aguda); International Atomic Energy Agency – Viene – Austria (composição corpórea de recém-nascidos Pequenos para a Idade Gestacional); University of London, UK, Department of Endocrinology, St. Bartholomew’s Hospital (estudos do eixo GH-IGF); University of Toronto (citogenética molecular em tumores sólidos); University College of London, Research Department of Epidemiology and Public Health (epidemiologia de doenças crônicas não transmissíveis e saúde mental).

O mesmo empenho tem sido feito em relação aos intercâmbios nacionais:

Grupo Brasileiro de Tratamento de Leucemia Infantil; Grupo Cooperativo Brasileiro de Tratamento de Tumores de Células Germinativas; Grupo Brasileiro de Mielodisplasia; Grupo Cooperativo Brasileiro de Tratamento de Tumor de Wilms; Rede Brasileira de Neonatologia; Projeto Butantã; Instituto de Ciências Biológicas da USP; UNIFESP- Escola Paulista de Medicina; FIOCRUZ- Laboratório de Virologia Molecular; Instituto de Ciências Biológicas da USP; Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, Ribeirão Preto; Departamento de Saúde Pública da UFMA; Departamento de Pediatria e Puericultura da Faculdade de Medicina da UFRGS; Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da USP, Bauru, SP; Departamento de Neurologia da FM-USP e Serviço de Reumatologia Pediátrica do Instituto da Criança da USP; Disciplina de Reumatologia da UNIFESP; Centro de Pesquisas Epidemiológicas da Universidade Federal de Pelotas.

O Programa tem desenvolvido atividades de cooperação com outros programas de PG, com auxílio financeiro do CNPq, como por exemplo, em 2004 no Programa de Ciência e Tecnologia em Infraestrutura (CT-INFRA) e com auxílio financeiro da CAPES em 2006, por meio do Programa Nacional de Cooperação Acadêmica (PROCAD), ambos em conjunto com a Universidade Federal de Sergipe.

O Programa tem ainda tradição em buscar e obter financiamentos para projetos de pesquisa regulares e projetos temáticos junto à FAPESP e às agências de fomento à pesquisa e ensino federais, como CNPq e CAPES. A maioria desses projetos envolve a participação de vários docentes orientadores do Programa, de outros Programas da FMRP, de outras Faculdades do país e também do exterior. Essa interação ilustra a principal tendência do nosso programa: a interdisciplinaridade e a colaboração de diferentes grupos de pesquisa dentro e fora da nossa unidade. Vale destacar a oportunidade de recrutamento de alunos de diferentes níveis (iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado) e diferentes formações/interesses (epidemiologistas, biólogos, farmacêuticos, médicos de diferentes especialidades, odontólogos, nutricionistas, enfermeiros, psicólogos), para participação nesses grandes projetos.

Desde que a CAPES instituiu o sistema de avaliação dos cursos de pós-graduação no País, nosso Programa recebeu os seguintes níveis (variação de A a E)/conceitos (variação de 1 a 7):

  • 1981 a 1991: A
  • 1992 a 1993: B
  • 1994 a 1995: A
  • 1996 a 1997: 4
  • 1998 a 2000: 4
  • 2001 a 2003: 6
  • 2004 a 2006: 5
  • 2007 a 2009: 6
  • 2010 a 2012: 6

Desde a sua criação em 1971, até dezembro de 2016 o Programa formou 284 mestres e 177 doutores. Em 2017, conta com 34 alunos de mestrado e 38 de doutorado e doutorado direto matriculados, e tem 17 orientadores plenos e 6 orientadores específicos.